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Clássicos: Rush – “Rush” (1974) – Discos que completam 50 anos

“Rush” é o álbum de estreia da banda canadense Rush, lançado em 1974.

Eis o único disco a contar com o baterista John Rustey, que foi substituído em seguida pelo saudoso Neil Peart, que fez parte da banda até o encerramento de suas atividades.

A sonoridade do power trio era quase que totalmente Hard Rock 70’s, estando muito longe do Prog/Rock praticado por eles a partir do álbum seguinte, “Fly By Night”.

Reprodução / John Rutsey (R.I.P)

Grande parte das resenhas de clássicos escritas por mim fomentam minhas mais prazerosas reminiscências.

O debut homônimo do Rush faz parte desse meu acervo inicial de descoberta do mundo maravilhoso feito de Rock e Metal.

Foi na casa de um amigo que ouvi esse disco pela primeira vez e, instantaneamente, lhe pedi que me emprestasse para que eu pudesse ouvi-lo na íntegra.

Chegando a minha casa, já coloquei o álbum para rolar. Apesar de “Finding My Way” não trazer nenhuma sonoridade diferente do que eu já havia ouvido com o Led Zeppelin, ela me agradou demais.

GEDDY LEE

Os vocais de Geddy Lee transbordam Rock’N’Roll e suas linhas de baixo são incríveis. Já senti ali uma cadência diferenciada que já levava o som da banda a ser o que ele se tornou depois.

“Need Some Love” foi amor a primeira ouvida. Eu já cantei o refrão da segunda estrofe junto, pra vocês terem uma ideia do quanto essa canção me enfeitiçou.

“Take a Friend”, a exemplo da faixa de abertura, é mais uma dose de Hard Rock setentista pulsando nas artérias.

Não há como se sentir indiferente, pois isso tem a ver com os valores da minha alma musical. Já que o trio de músicos é impecável. Não há, portanto, uma vírgula de crítica que possa se fazer a qualquer um deles.

Divulgação “Rush” / Rush / 1974

O meu maior caso de amor nesse disco foi, e é até hoje, com “Here Again”.

Foi essa a primeira canção do Rush que eu ouvi, pois era ela que estava tocando na casa do meu amigo e que me chamou muito a atenção.

Pense em um Blues balada com 200% de feeling e musicalidade extrema. Geddy Lee mostrou nessa interpretação todos os seus adjetivos como vocalista, assim como baixista, fazendo uma linha de baixo fabulosa.

“Here Again” e “Lord Of This World” do Black Sabbath” foram as responsáveis por eu ter escolhido aprender a tocar contra baixo e, apesar de eu não ter aprendido tão bem assim (rs), ambas representam momentos importantes da minha vida.

O SOLO MÁGICO DE “HERE AGAIN”

Chegou a hora de falar do solo de guitarra dessa canção, que simplesmente está entre os dez mais bonitos que eu já ouvi em toda minha vida. Pois, ele é como uma música dentro de outra música. Ele é uma história contada sem uma única palavra, mas que é possível entender através do coração aberto e da alma livre.

Eu vou as lágrimas quase todas as vezes que escuto o solo de “Here Again”, ele é realmente mágico e muito importante pra mim, e apesar de Alex Lifeson não ser tão reconhecido como Geddy Lee e Neil Peart são, pra mim ele também é gigante.

“What You’re Doing” permanece com aquela pegada 70’s do início do disco, mas a cada faixa que passa, com audição atenta, já é possível notar a banda caminhando para o que ela iria se transformar, posteriormente. Que riffs fantásticos. Em seguida, temos “In The Mood”. Sinto nessa canção uma pegada mais americana de Hard Rock, pois é bem diferente do restante do disco, sonoridades como a do Grand Funk Railroad são remetidas a minhas mente mais claramente.

“Before And After” introduz bem diferente.

Dedilhados de guitarra e solo de baixo dão a impressão de um Rock Progressivo instrumental da segunda era do Genesis, mas essa atmosfera dura pouco mais de dois minutos. Em seguida, a faixa se transforma em um Hard Rock poderoso e cheio de gingado, com a cara de uma das décadas mais quentes da história da música mundial.

Divulgação / Alex Lifeson / John Rutsey / Geddy Lee / RUSH

Bom, para encerrar esse fantástico disco de estreia, temos a canção que ditou a exata tendência do que o Rush se tornaria doravante, “Working Man”. Pois, já na introdução podemos notar uma sonoridade diferenciada acabando de nascer.

“Bem, eu acordo as sete, sim / E eu vou trabalhar as nove / Não tenho tempo para viver / Sim, estou trabalhando o tempo todo.”…

Por essa letra fantástica temos uma vaga ideia do tamanho da força que essa faixa possui. Foi justamente “Working Man” o pontapé inicial para a guinada do Rush ao estrelato. Foi principalmente ela, a música mais trabalhada do álbum que fez com que os holofotes se acendessem para o power trio. Tanto que no álbum seguinte, com exceção da faixa título, “Fly By Night”, todas as demais já seguiram esse lado Progressivo, tendo o novo Rush substituído e, praticamente, enterrado esse que gravou o debut.

Lamentável?

Absolutamente, não, esse era o caminho a ser seguido, o público ditou isso, porém jamais posso deixar de salientar o valor e a qualidade da estreia fantástica da banda.

Nota: 9,1

Integrantes:

Faixas:

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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